Autor: SINPEF-PE

Grampear telefone é 'só em último caso', diz chefe da PF

Entrevistas
Entrevista Depois de sofrer derrotas na Justiça que anularam operações sob a acusação de violar direitos individuais, a Polícia Federal defende atualmente um novo padrão de investigações, buscando abrir mão de técnicas invasivas como as escutas telefônicas. "Grampo só em último caso", disse em entrevista à Folha Leandro Daiello Coimbra, diretor-geral da instituição. Ele chefiava a Superintendência Regional da PF em São Paulo em 2008 e 2009, quando foram deflagradas no Estado as operações Satiagraha e Castelo de Areia. A primeira, sobre crimes financeiros atribuídos ao banqueiro Daniel Dantas. A segunda, sobre suspeitas de fraude a licitações e corrupção envolvendo executivos de construtoras e políticos. Nesses casos, a PF foi acusada por advogados de abusar de técnicas invasivas, como escu...

A carreira policial federal é única

Artigos e Opniões
Artigo Por: José Ronaldo Brites Uma decisão da 2ª Turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região negou apelação (processo nº 2001.34.00.013784-2/DF), numa ação que visava obrigar a União Federal a matricular os autores em curso de formação profissional para o cargo de delegado de Polícia Federal. A notícia foi alardeada no site da associação dos delegados da PF, em 17/01/2013, embora nenhuma novidade tenha sido declarada pelo TRF e a decisão esteja em consonância com o sistema constitucional vigente: “Os cargos ocupados pelos policiais são na realidade integrantes de carreiras distintas, deforma que o provimento se dá mediante aprovação em concurso público”. Logicamente, essa decisão não tem o condão de alterar a expressão no singular de “carreira”, que consta tanto no Art. 144 da C...

Fragmentação

Artigos e Opniões
A pulverização da organização sindical enfraquece a luta e dificulta avanços O número excessivo de entidades de caráter sindical em nosso meio é preocupante. Esta pulverização, em minha opinião, é extremamente prejudicial à nossa luta. E demonstra também nossa desorganização e despolitização. São tantas entidades, cada uma com sua demanda específica, que nossa agenda macro fica reduzida a nada do ponto de vista da construção de soluções duradoras para os nossos gravíssimos problemas. Os desdobramentos da greve tem nos apresentado isto todos os dias. Será que não percebemos isso, meus companheiros e companheiras? A propósito, este tripé – despolitização, desorganização e pulverização – acaba servindo apenas para tirar nosso foco e clareza de objetivos. Percebo isto com mais nitidez e objeti...

Contracheque

Artigos e Opniões
Muito prazer, meu nome é Pobreza! - disse a voz.. Por: Valacir Marques Gonçalves Decidi assistir ao show de um artista famoso. Olhei o preço do ingresso - uma exorbitância pra mim. Tentei jantar num restaurante razoável - comida de “rico”. Fui ao Shopping decidido a comprar um livro - descobri que o livro custa bem mais do que posso gastar. Não se trata de coitadismo, muito menos pertenço ao clube dos sovinas, mas foi inevitável. Depois de tanto tempo sem um reajuste salarial, dei-me conta do óbvio: a pobreza bateu à nossa porta! Não podemos gastar em nada que não seja necessidade básica, que não seja para manter os compromissos em dia. É duro lembrar que houve um tempo em que ocupávamos lugar de destaque na hierarquia salarial do funcionalismo, que o nosso contracheque era olhado com resp...

Acesso à informação

Artigos e Opniões
FBI não pode paralisar processo sobre quebra de sigilo Por: Rafael Baliardo A juíza federal Colleen Kollar-Kotelly, do Distrito de Columbia, nos Estados Unidos, negou, nesta quinta-feira (28/3), o pedido do governo norte-americano para paralisar, por mais de um ano, um processo que envolve o uso de tecnologia de ponta pelo FBI na obtenção de informações de aparelhos celulares durante o curso de investigações. Para a juíza, o governo federal não conseguiu provar que a suspensão de um ano se justificava em razão de “circunstâncias excepcionais” que marcam o caso. O Centro de Privacidade da Informação Eletrônica de Washington processou o FBI em abril de 2012 com o fim de obter acesso a documentos do bureau relativos ao uso da tecnologia conhecida como "StingRay". A entidade entrou com o proc...

MPF pode denunciar 170 casos de violação de direitos durante ditadura

Artigos e Opniões
Dados fazem parte de relatório a ser divulgado nos próximos dias. Para órgão, sequestros são 'imprescritíveis e insuscetíveis de anistia'. Por: Mariana Oliveira O Ministério Público Federal investiga cerca de 170 casos de violação de direitos humanos durante o regime militar no Brasil (1964-1985). Dessas apurações, quatro já viraram processos que estão em andamento e novas denúncias devem ser enviadas pelo MP à Justiça nos próximos meses. Os dados fazem parte do relatório "Crimes da Ditadura", apresentado no mês passado em seminário da Corte Interamericana de Direitos Humanos, ligada à Organização dos Estados Americanos (OEA). O documento de 128 páginas deve ser divulgado oficialmente pelo MPF nos próximos dias. O relatório foi feito com base em investigações do Grupo de Trabalho Justiça d...

Criação de TRFs dará mais celeridade à segunda instância

Artigos e Opniões
ACESSO À JUSTIÇA Por Vallisney de Souza Oliveira Em passado recente costumava-se apontar como um dos principais obstáculos para a demora da Justiça o reduzido número de juízes em relação à população. Para sair do quadro de insuficiência de recursos humanos foram providos nas duas últimas décadas milhares de cargos de juízes estaduais, do trabalho, militares e federais, mediante concursos públicos, ascendendo à magistratura e aos seus serviços auxiliares, e às demais funções essenciais à Justiça, inúmeros profissionais, com alargamento considerável do acesso aos consumidores da Justiça no Brasil. Diferente ficou a situação do segundo grau da Justiça, isto é, dos cargos de juízes necessários para, entre outras competências, examinar os recursos contra as decisões dos juízes iniciais da causa...

Cale a boca, policial!

Artigos e Opniões
Opinião Por: Josias Fernandes Alves A postura da presidente Dilma Roussef em relação a recentes críticas feitas pelo empresário Jorge Gerdau deveria servir de lição aos dirigentes da Polícia Federal. O empresário afirmou que a “burrice” de criar mais ministérios está no limite. "Todas as pessoas têm o direito de criticar este governo", respondeu a presidente, numa salutar demonstração que sabe conviver – democraticamente - com opiniões desfavoráveis. Em entrevista publicada pela Folha de S. Paulo, o empresário usou termos contundentes para expressar sua opinião. "Quando a burrice, ou a loucura, ou a irresponsabilidade vai muito longe, de repente, sai um saneamento. Nós provavelmente estamos no limite desse período", disse. Para ele, o governo precisaria "trabalhar com meia dúzia de ministé...

'A sociedade não gosta da polícia'

Entrevistas
Rio de Janeiro Como pai do projeto de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), José Mariano Beltrame tem razões de sobra para alardear as conquistas do projeto, carro-chefe da política de segurança do Rio. Mas o secretário de Segurança do Rio prefere não comemorar, e reconhece que há problemas na empreitada que, como repete, visa a acabar com a violência causada pelo tráfico de drogas, não com a venda de entorpecentes propriamente dita. Camisa social, à vontade, Beltrame recebeu o site de VEJA para uma longa entrevista às vésperas de comandar a operação policial para a criação da 31ª e da 32ª dessas unidades, no Complexo do Caju e na Barreira do Vasco, na Zona Norte da capital. "As pessoas têm uma expectativa superpositiva em cima de segurança pública. Mas de repente acontece alguma coisa....